In the Wake of “Roaring Lion”: Preliminary Insights, Hypotheses, and Dilemmas for Israel

Em 28 de fevereiro de 2026, a Operação "Roaring Lion" culminou no assassinato do Líder Supremo Ali Khamenei e inaugurou aquilo que o INSS classifica como a "Terceira República Islâmica" do Irã — um modelo de governança com traços militar-autoritários sob domínio explícito do Corpo da Guarda Revoluci

In the Wake of “Roaring Lion”: Preliminary Insights, Hypotheses, and Dilemmas for Israel

RESUMO OPERACIONAL

Em 28 de fevereiro de 2026, a Operação "Roaring Lion" culminou no assassinato do Líder Supremo Ali Khamenei e inaugurou aquilo que o INSS classifica como a "Terceira República Islâmica" do Irã — um modelo de governança com traços militar-autoritários sob domínio explícito do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Apesar dos danos infligidos por ofensiva combinada israelo-americana, o regime sobreviveu, consolidou liderança mais linha-dura e obteve garantias de segurança e econômicas pós-conflito ao instrumentalizar ataques contra Estados do Golfo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

Contexto

A trajetória recente do confronto direto Israel-Irã compreende três marcos sucessivos. Em junho de 2025, a Operação "Rising Lion" — primeira confrontação direta de larga escala entre as partes, com participação dos EUA — degradou parcialmente os complexos nuclear e de mísseis iranianos em campanha de 12 dias. Tehran apresentou o resultado como vitória estratégica (sobrevivência do regime, capacidade de retaliação simultânea contra Israel e EUA, danos significativos em território israelense), mas internamente reconheceu lacunas e iniciou processo sistemático de "lessons learned" para remediar deficiências em dissuasão e defesa.

Nos meses subsequentes, o regime enfrentou a mais severa onda de protestos domésticos da década, suprimida com violência aproximadamente dois meses antes da operação israelense subsequente. "Roaring Lion", lançada cerca de oito meses após "Rising Lion", representou ofensiva qualitativamente distinta: descabeçamento da liderança política suprema, com a eliminação de Khamenei marcando ruptura geracional no sistema iraniano construído desde a morte de Khomeini em 1989. O INSS publica esta análise preliminar como diagnóstico estratégico para a tomada de decisão israelense no horizonte pós-conflito.

Análise

Nível Tático

O ataque inaugural de "Roaring Lion" em 28 de fevereiro de 2026 produziu efeito de decapitação — eliminação de Khamenei — que constitui inflexão tática sem precedentes na história do conflito Israel-Irã. A retaliação iraniana incluiu ataques contra Estados do Golfo e o fechamento (presumivelmente temporário) do Estreito de Ormuz, sinalizando que Tehran adaptou seu repertório de escalada horizontal aprendido em "Rising Lion", deslocando custos para terceiros como instrumento coercitivo. O documento do INSS não detalha perdas quantitativas em arsenais de mísseis ou na infraestrutura nuclear, mas indica reconhecimento explícito iraniano de vulnerabilidades remanescentes — sugerindo que a campanha israelense aprofundou, sem eliminar, os danos cumulativos desde junho de 2025.

Nível Operacional

A campanha israelense parece ter operado em dois eixos paralelos: degradação física continuada das capacidades estratégicas iranianas (nuclear, mísseis) e operação cinética dirigida contra a estrutura de comando supremo. A integração com forças americanas — replicando o padrão de "Rising Lion" — sugere coordenação operacional consolidada, embora o INSS sinalize preocupação com possíveis "constraints on Israel's freedom of action imposed by the United States" em fases ulteriores. Do lado iraniano, a transição de comando aparentemente ocorreu sem colapso operacional dos sistemas de comando e controle militares, com o IRGC absorvendo o vácuo político deixado pela morte do Líder Supremo. A capacidade de Tehran de sustentar resposta coordenada durante e após o ataque inaugural indica robustez de redundância organizacional superior à projetada por planejadores ocidentais.

Nível Estratégico

A consolidação da "Terceira República Islâmica" sob hegemonia do IRGC representa transformação estrutural do regime iraniano — não sua queda. O INSS avalia explicitamente que "não há evidência de que o regime iraniano esteja próximo do colapso", contrariando hipóteses maximalistas que orientaram parte do planejamento israelense. A linha-dura emergente tende a reduzir margens para diplomacia coercitiva e elevar o limiar de pressão necessário para extrair concessões, em particular no dossiê nuclear. A própria sobrevivência iraniana frente a ofensiva combinada americano-israelense pode reforçar percepção de autoeficácia em Tehran — fenômeno análogo à "vitória pela sobrevivência" hezbollah em 2006 — complicando dissuasão futura.

No tabuleiro regional, o INSS identifica risco duplo: (a) reaproximação Golfo-Irã, acelerada pelos ataques iranianos contra esses Estados durante o conflito como instrumento de coerção que produziu garantias pós-guerra; e (b) erosão potencial dos Acordos de Abraão se Israel não reposicionar incentivos. No plano global, o eixo Irã-Rússia-China emerge como vetor crítico de reconstituição estratégica iraniana — particularmente em indústrias de defesa e arrays de mísseis. A "erosão da posição internacional de Israel" é assumida como dado pelo próprio INSS, o que constitui reconhecimento institucional notável dos custos diplomáticos acumulados desde 2023.

Implicações

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